Slow Fashion X Fast Fashion

Calça saruel, blusa com manga presunto, jeans de cintura alta... e agora? O que fazer com essas e tantas outras peças que não estão mais na moda e você não aguenta mais ver no seu armário? Certamente você não usará nenhum deles novamente (pelo menos não nos próximos dois anos, o que, para o guarda-roupa de uma mulher é uma eternidade, já que estamos sempre comprando uma ou outra novidade.). Daqui um tempo podemos dizer o mesmo da calça colorida na tendência colour block, o short boyfriend...




 Roupas novas entram e roupas 'velhas' saem em uma velocidade cada vez mais rápida, já reparou? As lojas de departamento, fast fashion, são o brilho de nossos olhos, sempre tornando aquela tendência acessível em peças com preços camaradas. E o resultado: um arsenal de roupas efêmeras e de baixa qualidade.








 Pensando nessa loucura que se tornou o consumo de moda no mundo que se iniciou há algum tempo na Europa um movimento chamado Slow Fashion, que prega a valorização do atemporal, do ecofriendly e da valorização da moda como arte.

















 Não é muito melhor comprar uma roupa bem feita, bem modelada ao nosso corpo, de boa qualidade, mesmo que o preço seja um pouco maior?  Garimpar aquela peça que cairá como uma luva ao seu corpo no brechó, fazer uma tarde de troca de peças entre as amigas... são tantas as maneiras de tornar a moda um pouco mais sustentável!





 Sem contar com a valorização da criação do estilista. Olhar uma peça de roupa como olhamos um quadro! Uma bela criação é uma arte e um trabalho extenso e cansativo de uma equipe merece muito mais do que o conceito de roupa 'descartável e barata' que existe hoje. O que você está usando é como se fosse sua 'moldura', deve ser escolhido com consciência e reflexão. 
Claro que todas nós também queremos usar o que há de mais novo no mundinho fashion, mas ele pode ser reaproveitado futuramente. O tie dye de hoje pode ser tingido e se tornar a blusa preta clássica de amanhã. A manga bufante de ontem é a manga normal de hoje.





 Algumas marcas brasileiras já estão começando a aderir ao movimento, como a Maria Bonita, que criou a linha MB Infinito. São peças clássicas, feitas com tecidos 100% algodão e malha de bambu sustentável. A coleção já está nas lojas.


 Que tal olhar a moda com outros olhos e tornar a experiência de compra como um ritual especial?

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