Violência contra a mulher

A forma mais comum de violência contra a mul­her é praticada pelo marido ou parceiro íntimo. A condição de dependência emocional e econômica em que a mulher geralmente se encontra nas relações conjugais, contribui para que se torne vítima da pes­soa com quem está envolvida.

A violência contra a mulher apresenta-se como um fenômeno recorrente em todas as sociedades, independente da condição econômi­ca, social, religiosa e cultural que estiver in­serida. A Organização Mundial da Saúde revela que a violência contra a mulher ocorre nas dimensões física, sexual e psicológica, causando danos consideráveis, in­clusive a morte, o número de mulheres assas­sinadas pelos seus parceiros apresenta valores significativos. Nesse cenário a violência con­tra a mulher apresenta núme­ros alarmantes, tornando-se uma questão problemática a nível mundial.




FATORES DE RISCO

- Quando o homem possui histórico de vio­lência na família, ao sofrer agressões quando criança, ou ao ver sua mãe ser agredida;
- O uso de bebidas alcoólicas;
- Homens com distúrbios de personalidade;
- Conflitos ou discórdia no relacionamento;
- A pobreza na família, como geradora de estresse, frustração, principalmente para o marido, ao não cumprimento de seu papel de provedor.



COMO PODE SER EVITADA ?

Sabe-se que os fatores contribuintes para a violência podem abranger condições so­ciais, econômicas, políticas e culturais.  Violência esta que pode ser evitada através de trabalhos individuais e até mesmo comunitário. Seria um trabalho focado não somente no após, mas também na prevenção.
Tanto o comportamento violento como suas consequências podem ser evitados através de uma busca, compreendendo as suas raízes, de modo a considerar o contexto em que a violência se desenvolve e faz suas vítimas.
A consciência de que a violência contra a mulher é considerada crime perante a justiça, é o primeiro fator a ser considerado. Desta forma não deverá ser tolerada pela sociedade. Trazer essa men­sagem à tona também é uma forma de acabar com a idéia de que a violência é um assunto particular da família, isto é, “em briga de marido e mulher mete-se a colher”.
Buscar esforços junto à comuni­dade, abarcando a conscientização comunitária e o trabalho de prevenção, através da troca de in­formações que viabilizem a identificação das causas geradoras de violências. Nessa concepção os membros da comunidade atuarão como agentes de saúde, promovendo o bem estar através de treinamento e elaboração de diretriz­es que possibilitem ações no combate a violência doméstica.


Para tanto a divulgação e o conhecimento da existência de leis que garantem os direitos e a segu­rança da mulher, são fundamentais no combate a violência. Nesse contexto a Lei Maria da Penha, Lei nº11.340, desde sua criação em 7 de Agosto de 2006 ,estipula a criação, pelos tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal, de um juizado especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mul­her, para dar mais agilidade aos processos. Prevendo o aumento de um para três anos o tempo máximo de detenção – o mínimo foi reduzido de seis me­ses para três meses. Prevê também a saída do agressor de casa, assim como a proteção dos filhos e o direito de a mulher reaver seus bens e cancelar procurações feitas em nome do agressor. A lei em questão contempla a violência psicológica também como uma violên­cia doméstica.




 Entretanto, se as ações desenvolvidas pela comunidade para evitar a ocorrência da violência, não se mostrarem o suficiente, procure a Delegacia de Defesa da Mulher mais próxima e denuncie, lá você será orientada sobre o que fazer.
A cidade de São Paulo conta com a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, situada na Rua Doutor Bittencourt Rodrigues, nº 200, no centro da cidade, o telefone para denúncias é 3241-3328.


“A violência praticada por parceiros íntimos é um importante problema de saúde pública”
Não se cale!

Um grande abraço
Charles Calazans

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