1º Congresso de Visagismo - Philip Hallawell


 Nos dias 06 e 07 de outubro aconteceu o 1º Congresso de Visagismo Philip Hallawell, no Palácio das Convenções do Anhembi, aqui em São Paulo. E o Quarto Feminino foi convidado a estar presente neste grande evento. Foram 600 congressistas de todo canto do país e até do exterior.
 Como foram 2 dias de muita informação, dividirei os posts por palestrantes, para tentar passar para vocês um pouco desse ambiante mágico que foi apresentado. E para começar, Philip Hallawell!


 O evento começou com a encantadora Sonia Hallawell, contando a história do seu marido Philip Hallawell e fazendo as homenagens à todos aqueles que fizeram parte dessa trajetória de sucesso. O evento comemora 10 anos da concepção do conceito de Visagismo criado por Philip Hallawell, porém são 40 anos de estudos e pesquisas até chegar neste conceito que conhecemos hoje.


 E então a esperada palestra de Philip Hallawell, conhecido como o "papa" do visagismo, que explicou um pouco sobre o conceito. Em 2003 o Senac convidou Philip para escrever uma apostila sobre visagismo. "Tudo começou de uma maneira muito despretensiosa" - explica. "Eu pensei, se a palavra contém o sufixo "ismo", se refere a um conceito e não a uma técnica."


 O termo visagismo foi criado pelo maquiador e cabeleireiro francês Fernand Aubry. Porém em sua pesquisa, Philip não encontrou nenhuma literatura escrita, apenas frases soltas: "Não existe mulher sem belezas, só existem belezas que nunca foram reveladas." - Fernand Aubry
 E ele conclui: "Um cara que fala isso não está criando somente uma técnica, ele pretendia algo mais."
Nos anos 90, o hairstylist Claude Juillard criou um método de análise do gestual e do comportamento, resgatando o termo visagismo.


 Philip Hallawell é artista plástico e desenvolveu todo esse conceito de visagismo através do seu conhecimento sobre artes, juntamente com psicologia, antropologia, história e até arquitetura. Devido a profundidade do seu estudo, acabou virando o livro Visagismo - Harmonia e Estética e a primeira bibliografia sobre o visagismo no mundo. Sim, a primeira referência sobre visagismo publicada no mundo!


 O Brasil está na vanguarda do conhecimento do visagismo devido aos livros de Philip Hallawell. O visagismo passou a integrar vários cursos na área de beleza, estética e medicina, até chegar ao curso superior. E segundo Philip ainda tem muito mais a crescer.


 Ele explica que o visagismo é a arte de expressar-se, que aliás, é uma necessidade primordial do ser humano. Dos anos 20 aos 50 houve uma uniformização da imagem, porém a contracultura dos anos 60, trouxe a liberdade de expressão e a individualização. A partir daí, as pessoas começaram a se preocupar em descobrir o que elas realmente queriam.


 Você pode mascarar sua personalidade no modo de se vestir, no cabelo, na voz e até em suas atitudes, mas fazendo a leitura do rosto, o rosto não mente! E ninguém se interessa por pessoas dúbias, que o cabelo diz uma coisa enquanto o rosto diz outra. A imagem precisa ter harmonia, equilíbrio e autenticidade. Então, cabe ao profissional falar quais as características observadas e dar palavras para o cliente dizer o que realmente quer. Descobrir o que ele tem de positivo, como torná-lo atraente e quais as característica que podem estar afastando as pessoas.

 "Quando o cliente vê que seu exterior está de acordo com o que ele pensa e quer mostrar para o mundo, sente-se mais confiante... Nada é mais precioso do que a noção de identidade, e os profissionais devem ajudar o cliente na busca pela própria personalidade."

 Citou sobre uma cliente que, apesar de ter traços de temperamento colérico, descobriu que ela vinha de um histórico de violência doméstica. E após ela se descobrir e se reconhecer como uma colérica, afirmou: "A partir de hoje, nunca mais ninguém levanta a mão para mim."
 Então indagou: "Quanto você pode transformar e mudar a vida das pessoas? Quanto você pode mudar a qualidade de vida das pessoas?"



 Philip explicou através da pintura de Rafael Sanzio, Ressurreição de Cristo, como as linhas, formas e cores nos transmitem sensações e emoções diversas. Esses símbolos arquétipos tem uma linguagem universal, possui o mesmo significado em todas as culturas, épocas e lugares.

 Linhas, formas e cores do cabelo, das sobrancelhas, da maquiagem, dos dentes, das roupas e de outros elementos visuais, criam emoções. E identificando esses símbolos no formato e feições do rosto nos permite reconhecer o temperamento das pessoas. Que Philip Hallawell divide em temperamento: sanguíneo, colérico, fleumático e melancólico. E saber reconhecer esses temperamentos tem grande valia no lado profissional e no pessoal de qualquer pessoa.

 "Eu uso o visagismo na minha vida... Entro numa loja e olho as pessoas, se estou com pressa, escolho o mais objetivo, um colérico. Eu quero uma festa, quero alegria, eu vou escolher um sanguíneo. Eu quero uma pessoa que não interfere, não mexe comigo, escolho um fleumático. Eu quero muita informação, escolho o melancólico. Eu olho o rosto e sei como é a pessoa e isso tornou minha vida muito melhor." - diz Philip Hallawell

 E esses temperamentos foram apresentados no show de encerramento do primeiro dia de congresso, "Os Arquétipos da Beleza" elaborado por Miguel Estelrich e sua equipe. Onde foi representado o Julgamento de Páris, história mitológica sobre o início da Guerra de Troia.


Éris, a deusa da discórdia, muito irritada por não ter sido convidada para a celebração do casamento de Peleu e Tétis, enviou uma maçã de ouro com a inscrição: "Para a mais bela". Hera, Atena e Afrodite estenderam a mão para a tão cobiçada maçã de ouro, então Zeus, designou Páris, um mortal, para escolher a mais bela entre as 3 divindades.


Flora, a Sacerdotiza, representou a beleza fleumática, que apresenta um lado místico, misterioso, enigmático.


Hera, a beleza colérica (poderosa, dominadora, determinada, persistente, passional), ofereceu o domínio de toda Ásia.


A beleza sanguínea (sábia, dinâmica, motivadora, independente) foi representada por Atena, deusa da sabedoria e da guerra, ofereceu as artes políticas e militares para que Páris pudesse reinar e conquistar qualquer cidade.


E enfim Afrodite, representando a beleza melancólica (sensível, introspectiva, artística, romântica), ofereceu o amor da mais bela mulher, Helena.
Então Páris respondeu: "Belas damas, vocês três são tão majestosas e tão divinas que não têm o que invejar uma da outra. Mas à força e à glória, prefiro o amor." Escolhendo Afrodite e ganhando o amor de Helena, iniciou assim a chamada Guerra de Troia.


 Vocês não imaginam a honra que senti em conhecer Phillip Hallawell e estar presente neste congresso. O tempo todo ele e sua esposa Sonia Hallawell foram super carinhosos com os congressistas, conversando, tirando fotos, autografando livros. Que exemplo!
 Confesso que já havia lido muito sobre visagismo, mas estar no congresso foi como abrir as portas para um mundo encantado. Eu ficaria horas, dias ouvindo sua palestra.

"Qual a diferença entre arte e artesanato? Um corte e uma coloração bem feita é artesanato. Um corte de cabelo que exprime uma personalidade, é arte, pois a arte transmite uma intenção. "  
Philip Hallawell


E você, o que tem feito, arte ou artesanato?


No próximo post, Visagismo na Odontologia e na Moda com Tânia Lacerda e Jô Souza.

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